23/02/12
21/02/12
19/02/12
Política antagonista
Política: arte ou ciência de governar ; arte ou ciência da organização, direção e administração de nações ou Estados; aplicação desta arte aos negócios internos da nação (política interna) ou aos negócios externos (política externa); ciência política
06/02/12
Oi, Tempo!
Como vai? Correndo como sempre, né? Sei bem o que é isso. E como! Aliás, eu só queria uns minutinhos, prometo não me demorar. É que eu acho que, tanto você quanto todos nós, os comandados por Deus, não estamos acostumados a ver a vida passar assim tão rapidamente. Principalmente depois dos quarenta, quando a linha enverga na descendente, enquanto a cabeça voa e parece melhorar, aprimorar desejos, valores, os prazeres. Nunca ocorreu a você que é um pouco injusto ter a cabeça firme, serena, seletiva e o corpo ficar pra trás? Não corresponder ao viço do pensamento, pelo contrário? Nem quero entrar em detalhes da descrição, você sabe bem o que acontece com a gente, meros mortais.
Tudo bem... Não foi pra isso que pedi uns dedinhos de prosa. Já sei, não devo me estender nem impedir sua corrida. Veja, estou correndo junto, ok? Eu queria mesmo era fazer um pequeno desabafo, ou uma confissão. Há exatos 26 anos, recebi o maior presente da vida, de Deus. Nasceu às 10:50, horário de verão (tá, os homens inventaram esse horário pra economizar e nos roubam mais vida!) Então, esse presente cresceu, e começou a correr também pra acompanhar os desígnios divinos. Há 26 anos ele percorre seu trajeto, atravessa e enfrenta obstáculos, descobriu talentos, amou, se enganou, recomeçou, apanhou, foi amado, não sempre por todos, claro, nem por quem desejava em determinados momentos. Até que ele encontrou alguém que deu vontade de amar para sempre e, pra provar isso, resolveu dar continuidade a esse amor. E colocar mais um imenso amor no mundo, esse sim, o maior de todos, o incondicional, o mesmo que eu chamo de presente divino. Porque só pode ser assim. É o amor maior e pra sempre. Por favor, entenda o 'pra sempre', porque nós, que amamos de verdade, inventamos o 'pra sempre'. Meu presente divino, hoje completando 26 anos, vai ser papai em breve. Vai descobrir esse novo amor pra sempre e pleno, que preenche a vida de sentido e de vontade de superar todas as dificuldades com mais coragem e equilíbrio. E deixa mais forte. Faz a gente se cuidar, ser necessário, quase eterno. E entender que você, Tempo, é relativo, é insuficiente como padrão de medida. É imensurável. Quase um coadjuvante.
Por isso, Tempo, eu posso estar com a pele flácida, as rugas marcando, com as pernas mais fracas, mas tenho certeza de que o meu amor incondicional vai atravessar todas as barreiras e ninguém, ninguém há de mudar isso.
Siga o seu rumo, eu vou junto, mas com outro Tempo a meu favor. Não se sinta mal por isso, é coisa divina, maior que todos nós. Tá?
Ao meu filho, Cauê, meu presente divino, feliz aniversário! Com todo o amor maior. Muito obrigada!
03/02/12
Bolsa dos bons Valores
Deste belíssimo prédio saíam índices que definiram a forte economia na vida dos paulistas nos áureos tempos do começo do século XX. Símbolo de uma riqueza, mais que isso, de um talento típico, a Bolsa Oficial do Café é um ponto cultural da linda cidade de Santos que merece sempre ser visitado e dali se levar souvenirs de sabores e aromas, lembranças marcantes de um dos melhores cafés brasileiros. Deliciosamente acompanhado por um também clássico, português, o pastel de Belém. Laudi adorou.
30/01/12
Bem perto daqui
Como sou uma pessoa que vai na contramão do que é bacaninha, classudo, chique, moderno e fashion, passei recentemente um fim de semana na cidade de Santos. Com certeza, nenhum modernete escolheria essa cidade praiana, o que já é um ponto favorável para minha decisão. E foi a mais agradável surpresa. A cidade é limpa, não só de outdoors e propagandas king size, mas é varrida e o lixo recolhido por um batalhão pelo menos duas vezes ao dia. A orla inteira tem jardins bem cuidados, flores, gramados, árvores e cestos de lixo. Tem ciclovia, playground e calçadão para todas as idades. Tem chuveiros e banheiros públicos a cada cem metros, o que me leva a pensar que até o morador de rua tem a dignidade de um banho, de fazer sua higiene. Mas é na beira da praia que o santista, rico e pobre, pratica a sua esteira natural ao nascer e pôr do sol, bate uma bolinha, estende os músculos, sacode o esqueleto. Raramente se vê moradores obesos. Os cheinhos quase sempre são denunciados como turistas pela pele desbotada, além do sobrepeso meio flácido. Nada contra os gordinhos, senão estaria depondo contra mim mesma. A real é que todos, sem exceção, vivem inteiramente a vida ao ar livre e à beira-mar. Caminham, nadam, jogam, sentam-se nos bancos para conversar, tomam água de coco ou um sorvete no fim da tarde. E, claro, a cervejinha sagrada. As atividades seguem à noite nas praias, todas muito iluminadas. Como se fosse pouco, a população ainda desfruta de uma variada programação cultural, também ao ar livre ou nas tendas que, durante o dia, funcionam como bibliotecas. Sim! Há espaços para ler na praia, vários deles e aberto a todos, gratuitamente!
Diante dessa descoberta da cidade que funciona bem para seus moradores e turistas, democraticamente, a conclusão é que não faz a menor falta uma praia deserta num paraíso desses onde só se chega de helicóptero ou lancha. E existe vida em sociedade de forma organizada, limpa, saudável.
Só mais um detalhe: em nenhum momento vi flanelinhas ou guardadores de carros nas ruas de Santos, aliás, todas são percorridas por policiamento preventivo de bicicleta ou quadriciclo.
Há drogas? Há pobreza? Malandragem? Claro que sim, mas também há menos medo e mais oportunidade de aproveitar a natureza em estado puro. De ver pessoas iguais em direitos e deveres, com mais serenidade e alguma alegria... Aqui, bem perto de São Paulo.
31/12/11
ÚLTIMO PASSEIO POR SAMPA 2011
Papai Noel de bruços na frente da prefeitura. Coisas de Kassab...
Eu acho que vi um gatinho...
Vi sim!
| José Bonifácio tombado |
Profundidade do vazio.
Terra de gigantes.
Prestes a entrar no café preferido.
E sorver um chopp escuro.
Espuminha dos deuses.
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